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olho o céu ao encontro dos teus olhos






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olho o céu ao encontro dos teus olhos
fundo vou para a alcançar a boca  

convoco pássaros e manhãs 
descubro a flor do silêncio

da mulher na altura do meu colo
vem a língua de lume que acende

teus focos celestes são lugares de vontade 
onde, como criança me demoro

estrelas como nenúfares em água nocturna
cai – só na tua boca tenho sede

na tua boca encontro o firmamento
nos olhos amo o mistério de seres mulher



Zita Viegas

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Gosto do mar quando está à conversa

Gosto do mar quando está à conversa. Cicia à espuma. Sobre a areia nua. Sinto a vontade de ter uma lágrima. A pulsar como a semente. Sem palavra. Sem escuta. Gosto do mar quando está à conversa. Põe-me num sono bolino. Como no embalo junto ao peito. Gosto do mar quando está à conversa. Encontro-me com o ontem, como saísse da minha mãe. Gosto do mar quando está à conversa. Exalta-me como som de violino.

Que pouco fosse, mas que para sempre me fizesse menina

Se fosse calor, vestir-me-ia de estação. Se fosse videira, comeria a terra. Se fosse trago, beberia a uva. Se fosse contigo... colheria flores. Sempre que o Outono fosse vinda. Sempre que o Verão fosse haste de bonomia. Com braços inclinados ao chão, para a vida, tomaria o corpo do vinho. Que pouco fosse, mas que para sempre me fizesse menina. Zita Viegas