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Correntes de pérolas






















Murmúrios de águas vindas da boca do rio

passam no horizonte frente ao meu olhar.

Num rosário de linhas aquieto os sonhos que segredo em voz alta.

Uns escassos dizeres que se soltam do grilhão da lógica para

se precipitarem no sentir que se entoa no marulhar da água.

No bolinar do marés lanças correntes de pérolas que vêm

adornar o alto quente do meu peito.


Zita Viegas




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Gosto do mar quando está à conversa

Gosto do mar quando está à conversa. Cicia à espuma. Sobre a areia nua. Sinto a vontade de ter uma lágrima. A pulsar como a semente. Sem palavra. Sem escuta. Gosto do mar quando está à conversa. Põe-me num sono bolino. Como no embalo junto ao peito. Gosto do mar quando está à conversa. Encontro-me com o ontem, como saísse da minha mãe. Gosto do mar quando está à conversa. Exalta-me como som de violino.

Que pouco fosse, mas que para sempre me fizesse menina

Se fosse calor, vestir-me-ia de estação. Se fosse videira, comeria a terra. Se fosse trago, beberia a uva. Se fosse contigo... colheria flores. Sempre que o Outono fosse vinda. Sempre que o Verão fosse haste de bonomia. Com braços inclinados ao chão, para a vida, tomaria o corpo do vinho. Que pouco fosse, mas que para sempre me fizesse menina. Zita Viegas