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Rio

Corre em ti. Uma mulher. Com mistério. Rio. Ao tocar o mar. A funda terra. Rio, por vezes, por um fio. Rio doce. Rio em lentas águas. Ou aluvião. Rio, quando chegas. À clandestina estação. Rio, sempre. Quando agitas as manhãs. Rio com a fé da nascente. Rio ao vento. Ao canto, adentro. Rio de flores. Na jarra do ensejo. Papoila! Rio em ressurreição. Nas colinas, em ti. Rio. Com a chegada aos lagos. Olhos verdes. Rio, na foz, devagar. Com a chegada à tua margem. Zita Viegas

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Gosto do mar quando está à conversa

Gosto do mar quando está à conversa. Cicia à espuma. Sobre a areia nua. Sinto a vontade de ter uma lágrima. A pulsar como a semente. Sem palavra. Sem escuta. Gosto do mar quando está à conversa. Põe-me num sono bolino. Como no embalo junto ao peito. Gosto do mar quando está à conversa. Encontro-me com o ontem, como saísse da minha mãe. Gosto do mar quando está à conversa. Exalta-me como som de violino.

Que pouco fosse, mas que para sempre me fizesse menina

Se fosse calor, vestir-me-ia de estação. Se fosse videira, comeria a terra. Se fosse trago, beberia a uva. Se fosse contigo... colheria flores. Sempre que o Outono fosse vinda. Sempre que o Verão fosse haste de bonomia. Com braços inclinados ao chão, para a vida, tomaria o corpo do vinho. Que pouco fosse, mas que para sempre me fizesse menina. Zita Viegas